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Uma aldeia inteira só para vocês: o que é ficar na Aldeia da Pedralva
09/09/2026
Aldeia da Pedralva
Uma aldeia inteira só para vocês: o que é ficar na Aldeia da Pedralva
Há alojamentos que se explicam em duas linhas — um quarto, uma piscina, um pequeno-almoço. A Aldeia da Pedralva não é um deles, e talvez seja por isso que quem a descobre pela primeira vez costuma perguntar: mas isto é uma aldeia a sério?
É. A Pedralva existe desde o século XIX, na Costa Vicentina, entre o Algarve e o Alentejo. Como tantas outras aldeias do interior, foi perdendo gente ao longo do século XX, até ficar praticamente abandonada. O que a distingue é o que aconteceu depois: em vez de deixar as casas cair, uma equipa optou por recuperá-las, uma a uma, mantendo a traça original — a pedra, o telhado, a escala pequena de janelas e portas.
Casas, não quartos
Ficar na Aldeia da Pedralva é ficar numa casa própria, não num quarto de hotel. Cada uma tem o seu nome, a sua disposição, o seu jardim ou pátio — algumas para duas pessoas, outras para famílias inteiras. A aldeia funciona como um pequeno organismo: há uma mercearia, um restaurante, uma piscina comum instalada onde antes ficava o antigo lagar, e ruelas por onde se caminha sem pressa, de casa em casa.
Esta escolha muda a experiência de forma prática. Não há uma receção única a comandar tudo — há uma aldeia a explorar, com os seus próprios cantos para descobrir aos poucos. As refeições acontecem no restaurante comunitário, mas também há quem prefira cozinhar em casa, com produtos comprados na mercearia local.
Perto do mar, longe do previsível
A poucos minutos de distância ficam algumas das praias mais preservadas da Costa Vicentina — de areal extenso e mar ainda pouco domesticado. É essa combinação que torna a Pedralva um ponto de partida pouco comum: manhãs de aldeia, tardes de costa selvagem.
Um conceito diferente de "herdade"
Vale a pena distinguir a Pedralva de outros formatos de alojamento na região. Ao contrário de uma propriedade agrícola como a Horta da Moura, a Pedralva não nasceu à volta de uma exploração de terra — nasceu à volta de uma comunidade que existiu, desapareceu, e foi trazida de volta à vida através da hospitalidade.
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